sexta-feira, 20 de Novembro de 2009


Depois de tanto tempo, regressaste para mim.
Contigo, tudo o que já tinha começado a tentar esquecer. As promessas em vão, juras de amor eterno levadas pelo vento, palavras de amor puro.

E sem que conseguisse impedir, tudo voltou. As nossas lembranças, o teu cheiro, o toque dos teus dedos na minha pele, o brilho dos teus olhos quando encontram os meus. Um vendaval de emoções que só tu me fazes sentir. O sentir viva por inteiro, completa de corpo e alma, por nos pertencermos.

E, no fundo, ainda te esperava.
Porque não sei fazer outra coisa.
Porque o meu coração já se habitou (demasiado) a bater ao ritmo do teu.


terça-feira, 15 de Setembro de 2009

A ti dedico


És a (minha) prova viva de que, quando as pessoas são transparentes e o que transparece é bom, é fácil nos darmos gratuitamente e gostarmos delas. És a prova de que, quando o coração fala mais alto, a amizade é sempre muito bonita e resiste à distância e à ausência física.
Na sinceridade mostraste-me o teu pequeno grande coração, e entraste no meu de mansinho, ao som de uma pauta musical de ritmos quentes e convidativos. Conto com a tua presença no meu dia-a-dia, para me amparar nos tropeços da vida e festejar comigo as maravilhas que o mundo e as pessoas têm para oferecer. A (minha) vida é bem melhor, desde que sei que estarás sempre presente.
Para ti desejo um arco-íris de luz e cor, com um pote de ouro a transbordar de amor e paz, como os que levas à vida de todos os que passam por ti.
Muito mais fica por dizer. O resto digo-te baixinho, por entre sorrisos que brilham por tu existires nesta (minha) vida.

@ Peregrina

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Talvez...


Silêncio. Sinto um esvoaçar de asas trémulas e cintilantes no meu rosto. Talvez seja o teu respirar, compassado com o meu e entranhado no meu peito.
Ergo o rosto e uma brisa harmoniosa invade-me a pele. Talvez as tuas mãos me estejam a tocar de novo, num toque macio e arrebatador, com ânsias de carinho e protecção.
Levanto-me e sigo na direcção do luar. A sua luz preenche-me e aquece-me a alma. Sim, talvez seja o teu olhar, que me lê por inteiro, me despe de rodeios e me namora às escondidas.
Talvez o teu sorriso venha pela última vez na forma de um leve piar de uma ave noctívaga, para me embelezar a noite e colorir o rosto, que se tornou cinzento desde a tua partida.
Talvez um dia os meus olhos deixem de te procurar em cada esquina e alcancem os teus uma vez mais.
Uma vez que se torne o resto das nossas vidas.
Talvez…

@ Peregrina

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Escrevi-te


Apareceste na bruma da noite e a minha cegueira não conseguiu definir-te. Seduziste-me e quis interpretar-te, descortinar-te em certezas e tomar-te para mim.
Então escrevi-te. Escrevi-te no vento, em bolas de sabão, frágeis e transparentes, em modos de te captar a essência e o coração.
Escrevi-te na areia, na insegurança do desconhecido. Deixei o mar molhar o teu sorriso e refrescar a minha mente. Mas hesitei e esborratei-te diversas vezes, enchi-te de pontos de interrogação e reticências, querendo decifrar-te.
Escrevi-te em pergaminho, e com carvão negro desenhei o teu corpo e o teu coração. Conjuguei-os, sublinhei-te, e vi que eras o que sempre tinha idealizado para mim.
Com tinta passei-te a limpo, substituí as interrogações e reticências por vírgulas e ponto-e-vírgulas e gravei-te em rocha fértil.

Escrevo-te ainda, no coração. A tinta permanente, indelével e profunda, com altos e baixos e em negrito. Numa escrita cuidada e com muito amor, por vezes com gatafunhos mas nunca com um ponto final.


@Peregrina

sábado, 18 de Julho de 2009

Não!

Não!
Hoje não quero escutar essas vozes que me bradam para desistir de ti, que o mais correcto é seguirmos em frente, mas por caminhos distintos. Não as quero por perto, fazem-me mal. Afasta-as de mim, só hoje…sim?
Não!
Imploro-te, desejo ficar aqui, só por aqui. Recordando os nossos momentos, invocando-os e agarrando-me a eles, qual porto de abrigo e bóia salvadora. Eles fazem-me sentir-te junto a mim outra vez. Deixa-me permanecer apoiada neles, só hoje…sim?
Não!
Quero sorrir de novo, o meu sorriso bobo e espontâneo que me ilumina a face, me aquece o coração e me apazigua a alma. Quero rir, dançar, gritar a plenos pulmões que te tenho, nos temos, e só isso nos basta. Quero voltar a ser aquela mulher criança que te ama, só hoje…sim?
Não!
Deixa-me estar serena, nem que seja por instantes. Agora, contigo em mim, estou feliz.

Só hoje...sim?


(…)

E para o resto das nossas vidas…

@ Peregrina